GESTÃO COMPARTILHADA DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
A gestão compartilhada (co-gestão) é uma política ambiental que há mais de dez anos vem sendo discutida para definir arranjos de gestão de áreas protegidas que permitam a interação entre governos e organizações da sociedade civil.
Diversos países desenvolvem a co-gestão como estratégia de consolidação de suas áreas protegidas. No Brasil, a gestão compartilhada é prevista no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC, Lei 9.985/00) e desde então a discussão sobre o tema busca estabelecer regulações e critérios para definir arranjos de gestão de áreas protegidas que permitam a interação entre governos e organizações da sociedade civil.
As Unidades de Conservação são planejadas para ter sua gestão embasada na participação direta da sociedade através de seus conselhos gestores, conselhos consultivos para as UCs de proteção integral e deliberativos em UCs de uso sustentável. Neste aspecto, a relação com os co-gestores deveria ser apenas uma preparação para o real “compartilhamento da gestão” praticada nos Conselhos Gestores das Unidades de Conservação, compartilhando a tomada de decisão e envolvendo a sociedade na implementação destas áreas protegidas.
VI Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação
Em 2009, o Idesam participou das atividades do VI Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, coordenando a Mesa Redonda “
Os Caminhos da Co-gestão nas Unidades de Conservação no Amazonas”, evento paralelo ao congresso. O objetivo era mostrar aos participantes que a parceria entre ONGs e governos na gestão compartilhada pode ser um grande aliado na implantação das Unidades de Conservação.
Compuseram a mesa-redonda a então Coordenadora Regional do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) do Amazonas, Giovanna Pallozzi, o Coordenador do CEUC, Domingos Macedo, o Coordenador do Programa Unidades de Conservação do Idesam, Carlos Koury como representante das ONGs atuantes nas UCs estaduais do Amazonas, o presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), Manoel Cunha e a coordenadora geral da ONG Kanindé de Roraima, Ivaneide Silva.
Além de apontar os pontos delicados da relação na gestão das Unidades, os participantes conheceram os resultados de algumas experiências. No Amazonas, as ONGs não são apenas parceiras em algumas ações nas reservas, elas também estão presentes na administração das Unidades de Conservação através de parcerias com os governos.