:: SAFs
Vivem na RDS do Uatumã cerca de 250 famílias, distribuídas
em 20 comunidades situadas às margens dos rios Uatumã,
Jatapu e Caribi. Os moradores possuem como base de sua economia
o agroextrativismo, principalmente agricultura de subsistência
e pequena escala, a pesca e o extrativismo florestal. A agricultura
representa a principal atividade produtiva e rentável das
comunidades da RDS do Uatumã, tendo importância também
na subsistência e alimentação dos ribeirinhos.
A produção de mandioca para a fabricação
de farinha é o carro chefe da economia da Reserva. O sistema
é baseado na derruba da floresta, queima, produção
e abandono da área para pousio.
Como
forma de apoiar um modelo de agricultura mais rentável,
sustentável e de baixas emissões de carbono, o Idesam
atua na implantação de Sistemas Agro Florestais,
com ênfase na produção de espécies
que visem a geração de renda e segurança
alimentar dos ribeirinhos, ao mesmo tempo em que contribuam para
a conservação da Unidade de Conservação.
Através do Curso de Agroecologia e Agricultura Tropical
realizado pelo Idesam na própria Unidade de Conservação,
foram selecionadas as espécies de interesse junto aos produtores.
As principais espécies utilizados no sistema são:
pau rosa, guaraná, capoeirão, paricá, ingá,
jambo, itaúba, cupuaçu, cacau, andiroba, tucumã,
pupunha, açaí, bacaba, entre outras.
:: Viveiro de Produção de Mudas ::
Existem na RDS do Uatumã 03 viveiros florestais para a
produção de mudas de espécies florestais
nativas da Amazônia, com um potencial anual total de 8.500
mudas Estão localizados em 03 comunidades diferentes, e
possuem funções especiais em cada uma dessas regiões:
Construído
na parte baixa da Reserva, na Comunidade Nova Jerusalém
do Amaro, o viveiro possui capacidade para produção
de 1.500 mudas anuais e tem como objetivo principal a produção
de mudas fruteiras nativas, como o camu-camu e o araçá-boi.
Localizado na comunidade Santa Luzia do Carantuba (parte central
da reserva), e com capacidade para a produção de
2.000 mudas anuais, o viveiro é destinado principalmente
à produção de mudas de pau-rosa (Aniba roseadora).
O pau-rosa é uma árvore nativa da Amazônia
e que consta na lista das espécies em risco de extinção.
Dessa espécie extrai-se um óleo essencial, bastante
valioso e procurado pelas indústrias de cosméticos
por suas propriedades fixadoras de perfume.
Na
comunidade São Francisco do Caribi, localizada às
margens do Rio Caribi e ao lado do Centro Educacional Yamamai
está o principal viveiro da Unidade de Conservação.
O empreendimento, com capacidade de produção de
5.000 mudas anuais, possui dois objetivos principais:
1. Produção de mudas nativas da Amazônia:
uma das finalidades deste viveiro é servir de reprodução
de espécies amazônicas;
2. Práticas educacionais: o viveiro possui função
didática, servindo como prática interdisciplinar
dos alunos do Centro Educacional.