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:: PESQUISA E MONITORAMENTO AMBIENTAL ::

A pesquisa e o monitoramento da qualidade do ambiente são essenciais para subsidiar a gestão de Unidades de Conservação. A pesquisa viabiliza a produção de conhecimento e tecnologia, que pode ser empregada tanto na área de estudo como pode ser replicável em outras áreas. O monitoramento da qualidade do ambiente possibilita a avaliação contínua das áreas protegidas, viabilizando inferências necessárias ao longo do processo para assegurar à conservação da natureza.

O Idesam incentiva a realização de projetos de pesquisa na RDS do Uatumã, estabelecendo parcerias com pesquisadores de instituições de pesquisa e divulgando as atividades em desenvolvimento na Reserva (Informativo RDS do Uatumã).


:: Pesquisa ::

Impacto do Manejo Florestal Comunitário no Estoque de Carbono
Atualmente, o Idesam apóia o projeto de pesquisa intitulado “Impacto do Manejo Florestal Comunitário no Estoque de Carbono da Vegetação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, AM”. Esse projeto está sendo realizado pelo Engenheiro Florestal André Luiz Menezes Vianna como parte de seu mestrado em Ciências de Florestas Tropicais do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia sob orientação do Dr. Philip Fearnside.



A pesquisa tem como objetivo quantificar o impacto da exploração madeireira realizada pelos moradores da RDS do Uatumã no estoque de carbono da vegetação manejada. O estudo está avaliando esta atividade tradicional, considerada de baixo impacto, por meio de parcelas permanentes de inventário florestal, instaladas em 2009, através do Projeto “Conservação, Conscientização e Valoração da Floresta através do Manejo Florestal na RDS do Uatumã” financiado pelo projeto do Ministério do Meio Ambiente denominado “Corredores Ecológicos”.

Nestas parcelas permanentes está sendo quantificado o estoque de carbono acima do solo anteriormente e após a exploração da floresta manejada, assim como: a redução de plântulas devido à exploração madeireira, o aumento de resíduos lenhosos e avaliação de danos nos indivíduos inventariados. Dessa forma busca-se informações para melhor adequar a exploração madeireira à manutenção dos recursos florestais, além de informações que possam fomentar as discussões sobre metodologias de valoração do estoque de carbono das florestas tropicais manejadas.

Parcelas Permanentes
Como forma de se obter informações para garantir a manutenção dos recursos florestais nas áreas de manejo madeireiro da RDS do Uatumã, o Idesam instalou Parcelas Permanentes de Inventário Florestal em três áreas de manejo florestal distintas.

Instaladas em 2009, dentro do Projeto “Conservação, Conscientização e Valoração da Floresta através do Manejo Florestal na RDS do Uatumã” financiado pelo projeto do Ministério do Meio Ambiente denominado “Corredores Ecológicos”, as parcelas foram previstas e exigidas pelo Programa de Conhecimento do Plano de Gestão da RDS do Uatumã.

Há três parcelas permanentes com cinco hectares cada, além de nove sub-parcelas inseridas nas parcelas pareadas com outras nove alocadas em área testemunha por área de manejo para avaliação da regeneração natural. Para monitorar os resíduos provenientes da exploração há cinco linhas de 90 metros instaladas nas parcelas permanentes de acordo com o método denominado Método de Interceptação por Linha. Os dados gerados pela mensuração das parcelas permanentes subsidiarão estudos sobre impacto do manejo florestal, dinâmica florestal, avaliação da legislação florestal, entre outros.


:: Monitoramento Ambiental ::

O Idesam iniciou atividades de monitoramento ambiental na RDS do Uatumã em 2009, com o apoio à implantação do Programa de Monitoramento da Biodiversidade e do Uso de Recursos Naturais em Unidades de Conservação Estaduais do Amazonas – ProBUC e implantação de Parcelas Permanentes para Avaliação dos Impactos do Manejo Madeireiro Comunitário.



PROBUC
O Programa de Monitoramento da Biodiversidade e do Uso de Recursos Naturais em Unidades de Conservação Estaduais do Amazonas (ProBUC) tem como objetivo compreender o status da biodiversidade, avaliando de que forma ela está sendo aproveitada e seus níveis de ameaça. Estas informações podem viabilizar o planejamento de medidas mitigadoras e preventivas, no sentido de assegurar a proteção da biodiversidade e garantir a exploração sustentada dos recursos naturais, subsidiando a gestão destas áreas protegidas.

O ProBUC visa a implantação de um sistema pioneiro de monitoramento na Amazônia, tendo como premissa o envolvimento de comunitários residentes nas UCs, como forma de evidenciar para as populações tradicionais a importância e responsabilidade de sua atuação na integridade dos ecossistemas para a manutenção de seus próprios modos de vida.

O programa foi delineado pela equipe técnica do Centro Estadual de Unidades de Conservação (CEUC), órgão da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado do Amazonas (SDS) com a colaboração de pesquisadores pertencentes a diversas instituições de pesquisa e ONGs reconhecidas pela sua atuação na Amazônia.

O ProBUC baseia-se em três pilares que permeiam a concepção, construção e execução do programa: 1) focado no monitoramento das ameaças à integridade da UC; 2) os comunitários são os principais executores do monitoramento em campo, com o programa sendo desenvolvido de forma participativa, desde sua concepção até a avaliação dos resultados obtidos e 3) Contínuo. Além disso, a metodologia de trabalho deve seguir quatro premissas norteadoras: economicamente viável; contínuo; simples e aplicável a propostas de manejo de recursos naturais e ao Plano de Gestão da UC.

O ProBUC foi primeiramente implantado na RDS de Uacari tendo o início das atividades de monitoramento em março de 2007. Nesta localidade há 04 componentes de monitoramento estabelecidos: fauna cinegética, quelônios, uso de recursos naturais e trânsito de embarcações. Posteriormente, o ProBUC foi implantado no Parque Estadual do Rio Negro - setor norte, contando apenas com o componente de monitoramento de uso de recursos naturais, ainda em uma fase de adequação à realidade da UC.

Na RDS do Uatumã o ProBUC começou a ser implantado em 2009 e atualmente está iniciando as atividades de 04 componentes de monitoramento: fauna cinegética, quelônios, uso de recursos naturais e trânsito de embarcações.

 

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