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O Idesam, em parceria com a SDS e o Governo do Amazonas, iniciou em Janeiro de 2007 um diagnóstico e estudo preliminar para fornecer subsídios à criação de um “Programa de Pagamento por Serviços Ambientais para a Conservação Florestal no Município de Apuí – AM”. A proposta era de estruturar um mecanismo que fornecesse, através do mercado internacional de créditos de carbono, incentivos financeiros e opções de recuperação e manejo florestal para as propriedades rurais do município.

 
 
 
Os principais resultados desse estudo foram gerar uma análise preliminar da dinâmica de uso da terra no município e a identificação das bases sociais locais e dos gargalos para a estruturação do programa. Dentre os resultados principais do estudo, cabe destacar o forte interesse que a proposta despertou por parte da grande maioria dos produtores e atores locais, motivando o Idesam a seguir adiante na busca pela construção de um projeto.


Com o apoio da AVINA, foi então construído um projeto executivo para a articulação de investidores nacionais e internacionais do mercado de carbono para financiamento do pagamento por serviços ambientais e operacionalização do programa. A proposta incluía a regularização ambiental e fundiária, com o reflorestamento de cerca de 30 mil hectares com árvores nativas e a redução do desmatamento, aliada ao pagamento por serviços ambientais.

Contudo, a impossibilidade de atrelar a um acordo à regularização fundiária com a titulação das propriedades elegíveis pelo INCRA impediu que a iniciativa tivesse continuidade. Um dos princípios fundamentais para o desenvolvimento de projetos de REDD+ e reflorestamento é a garantia de titularidade das propriedades envolvidas. Dessa maneira, paralelamente à articulação com o INCRA, em parceria com a Prefeitura de Apuí, no início de 2009 foi iniciada a campanha para a estruturação de um projeto piloto, chamado de Projeto Apuí Mais Verde (PAMV).



O PAMV pretende envolver agricultores e pecuaristas do município de Apuí para a conservação florestal e o reflorestamento de suas áreas, recuperando o solo e as nascentes de rios. Está sendo desenvolvido pelo Idesam em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Apuí (SEMMA) e tem a meta inicial de promover a conservação de 10.000 hectares e reflorestar uma área de no mínimo 1.500 hectares em cerca de 200 propriedades rurais até 2015.

A cidade de Apuí, localizada no sudeste do Amazonas às margens da Rodovia Transamazônica, está na lista dos quatro municípios com maior desmatamento acumulado no estado do Amazonas. A maior porção da área desmatada se encontra dentro do Projeto de Assentamento Rio Juma.

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