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O Projeto de Carbono Florestal Suruí (PCFS) é o primeiro projeto de REDD+ proposto em Terras Indígenas no Brasil e consiste na proteção da terra indígena (TI) Sete de Setembro, localizada entre os Estados de Rondônia e Mato Grosso. A região se encontra atualmente bastante ameaçada por invasões, extração ilegal de madeira e desmatamento para implantação de pastagens e agricultura.

   
O projeto é liderado pela Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí – representante do povo Paiter-Suruí, mas somente tem sido possível através da parceria de diversas instituições, entre elas: a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, ONG responsável pela elaboração do etnozoneamento, assistência técnica e o plano de reflorestamento; o Forest Trends e a Incubadora do Grupo Katoomba, que fornecem apoio técnico na formulação e implementação do projeto, assessoria jurídica, capacitação em pagamento por serviços ambientais e contato com investidores; a Equipe de Conservação da Amazônia (Ecam), responsável pelo processo de construção participativa do projeto, assessoria jurídica e antropológica do projeto, bem como o desenvolvimento do banco de dados de Sistemas de Informação Geográfica (SIG); e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), responsável por construir e gerir o fundo permanente do projeto que repassará os recursos para a Associação Metareilá.

 

O Idesam é responsável pela coordenação técnica dos aspectos relacionados a carbono florestal, como a construção dos cenários de linha de base, a quantificação das reduções de emissões e estoques de carbono, a construção do Documento de Concepção do Projeto (DCP) e seu processo de validação. Atualmente, o projeto encontra-se em fase de validação nos Padrões CCB e VCS.


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