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Metodologia
O projeto se desenvolve com a implantação de SAFs nas áreas degradadas da agricultura da UC. São realizados plantios com ênfase na produção de espécies que promovam geração de renda e a segurança alimentar dos ribeirinhos, ao mesmo tempo em que contribuem para a conservação da Unidade de Conservação.
As espécies foram selecionadas participativamente junto aos produtores no Curso de Agroecologia e Agricultura Tropical, realizado em setembro de 2009 pelo Idesam. As principais espécies do Sistema serão: Pau-Rosa, Guaraná, Capoeirão, Paricá, Ingá, Castanha-do-Brasil, Itaúba, Cupuaçu, Cacau, Andiroba, Tucumã, Pupunha, Açaí, Bacaba, entre outras.
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Os plantios são realizados em espaçamento 3x3 (metros), totalizando 1.111 plantas por hectare. O sistema de produção deve estocar, após 27 anos de implementação, 333,43 toneladas de CO₂ por hectare, enquanto que no sistema derruba-queima-produção-pousio este número é reduzido a 30,30 t CO₂/ha. Dessa forma, 1 hectare de SAF proposto neste projeto vai gerar um sequestro de CO₂ de 303,13 t/ha.
Assim, uma empresa, indústria, evento ou até mesmo pessoas físicas que, inevitavelmente, emitem CO₂ através do consumo de energia elétrica, transporte etc, podem então ter suas emissões compensadas através do plantio de SAFs em áreas degradadas.
Passo a Passo
1) Contato com potencial cliente e estudos preliminares: Entendimento, por parte do IDESAM, das principais ações desenvolvidas pelo potencial cliente e definição das atividades a serem carboneutralizadas;
2) Realização de cálculos preliminares (ex ante): Serão levantadas informações sobre as atividades a serem carboneutralizadas, realização de cálculos preliminares e estimativas de custos, área a ser recuperada, tCO₂ a serem compensadas etc;
3) Elaboração de Proposta e Contrato entre IDESAM e cliente;
4) Ajuste do inventário preliminar (post facto) com informações disponibilizadas periodicamente pelo cliente;
5) Assinatura de contrato entre IDESAM e produtor da RDS Uatumã, garantindo que a área não será queimada ou abandonada após a implantação do Sistema Agroflorestal;
6) Plantio das espécies que compõem o Sistema Agroflorestal e carboneutralização do cliente;
7) Monitoramento do crescimento das espécies, garantindo o crescimento do Sistema Agroflorestal e os benefícios ao clima e às comunidades tradicionais. |
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