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Projeto Café em Agrofloresta

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O projeto Café em Agrofloresta para o Fortalecimento da Economia de Baixo Carbono em Apuí é desenvolvido pelo Instituto de Conservação de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam) em parceria com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e o apoio financeiro do Fundo Vale para Desenvolvimento Sustentável.

O projeto tem como objetivo fomentar e fortalecer a cadeia produtiva do “café agroecológico” em Apuí como alternativa sustentável de geração de renda para o conter o desmatamento no município. Para atingir esse objetivo o projeto está estruturado em eixos centrais:

1. Aumento da produtividade e melhoria da qualidade do café através da adoção de técnicas agroecológicas;

2. Consórcio de cafezais com a produção de espécies agrícolas e florestais de interesse econômico e alimentar;

3. Estudos de mercado e incentivo à comercialização e consumo do café agroecológico, agregando valor aos serviços ambientais fornecidos pela agrofloresta, com destaque para os benefícios climáticos.

>> Confira aqui o relatório de um ano do projeto.

Por que no município de Apuí?

O município de Apuí está localizado na região sul do Amazonas, às margens da rodovia transamazônica (BR-230) – principal fronteira de desmatamento do Estado. O desmatamento no município é associado em grande parte à produção pecuária extensiva: muitas áreas de florestas são destruídas e convertidas em pastagens de baixa produtividade, que seguem um ciclo de contínua expansão em novas propriedades. Apuí é o terceiro município mais desmatado do Amazonas (atrás de Lábrea e Boca do Acre) e possui o terceiro maior rebanho do Estado, com cerca de 137 mil cabeças de gado (IBGE 2011).

Desenvolver a economia do município de forma integrada é essencial na luta contra o desmatamento. A produção de café já teve forte contribuição para a economia de Apuí, mas vem sendo abandonada sucessivamente devido a falta de incentivos e assistência técnica e dificuldades na comercialização. Atualmente são apenas 200 produtores de café ativos no município; a produção alcançou a média de 4.960 sacas anuais entre 2008 e 2012, muito aquém do potencial de Apuí.

Como funciona a produção sustentável do café?

O consórcio das plantas de café com espécies florestais – técnica conhecida como agrofloresta, ou “floresta produtiva” – permite o sombreamento do cafezal, o que altera o microclima local, diminui a luminosidade e torna o ambiente mais úmido e equilibrado.

Esses fatores, trabalhados de maneira adequada,  contribuem para aumentar a produtividade e qualidade do grão e viabilizam a produção orgânica, que não gera impactos à saúde humana ou ao ambiente pela ausência de produtos químicos. Assim, o café a ser produzido em Apuí pode ser direcionado para a obtenção de reconhecidas certificações.

Agregando valor ao produto e diversificando a produtividade geral da lavoura, essas práticas são de grande interesse econômico e social. Não menos importante é o fator ecológico, uma vez que a produção do café em agrofloresta conserva maior biodiversidade no sistema e mais nutrientes no solo, além de evitar o desmatamento da área de produção.

Nossas atividades:

- Análises de mercado e prospecção de parceiros para o Café Ecológico de Apuí

- Estudos técnicos e diagnósticos das propriedades integrantes do projeto

- Oficinas de capacitação de produtores de café e técnicos locais

- Apoio à estruturação dos produtores e da comercialização da produção

- Eventos de intercâmbio entre produtores de Apuí, Rondônia e Costa Rica

- Elaboração do “Guia para Produção Sustentável de Café na Amazônia”;

- Monitoramento e quantificação do sequestro de carbono gerado pelo CAFÉ.